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Dominismissio - As familias

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Testemunho de Eliana Olá, o meu nome é Eliana Ferreira e venho de Gaia. Tenho 23 anos e esta é a minha primeira vez no Dominismissio. Abracei esta experiência graças ao convite da irmã Flávia e, embora ao sair de casa tivesse dúvidas de onde me ia meter, estou a adorar esta experiência. Este ano a aventura é em Pedrogão, lugar que o ano passado sofreu um grande flagelo. Um ano depois, as cicatrizes ainda são bem visíveis, aliás, algumas nem sequer começaram a fechar, mantendo-se em feridas abertas. Hoje tive a oportunidade de visitar uma familia que, infelizmente, perdeu alguns dos seus durante os incêncios. Já tinha ouvido imensos relatos de familias através dos jornais, televisão e redes sociais. Mas nada nos prepara para o impacto que é ouvir esses relatos em primeira mão. De ver e sentir a dor dessas familias. Costumo ser uma pessoa expressiva e comunicativa, mas confesso que, ao deparar-me com tamanha tristeza nos olhares e pesar nos corações, as palavras não saíram. O

Dominismissio - o 1º Dia

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Testemunho da Cátia O meu nome é Cátia Marques, tenho 24 anos, sou natural da Trofa, distrito do Porto e esta é a primeira vez que estou a viver esta experiência de ser voluntária no Dominismissio. Na realidade, acho que estava na hora de me dar aos outros e nada melhor que começar neste campo de trabalho. O objetivo este ano é “desinstalar”, ou seja, “sair da zona de conforto”. Só passou ainda um dia, mas sinto que sou desafiada a cada minuto, mas são esses desafios e esses “desapegos” que nos fazem crescer enquanto pessoas. Mas a pergunta que se impõe é: crescer como? Sozinhos? Nem pensar! Deus está connosco e náo nos larga. Hoje ouvi a irmã Ana dizer “ Deus não nos larga e espera o tempo que for preciso”. Eu esperei até esta idade para iniciar este desafio e tenho a certeza de que sairei dele uma pessoa renovada e cheia de fé. Quando acordei, não sabia ao certo o que me esperava. “Deixaram-me”, pela primeira vez na minha vida, num lar. Claro que já falei com idosos, faço iss

Dominismissio VII - O início

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Foi em Outubro de 2017, que fiz este caminho pela 1ª vez, que o carro parou na berma da estrada e na realidade, apesar das obras, da sinalização, de algumas intervenções procurarem projetar o futuro... Ali havia sido, um cemitério, usando o termo mais suave que me ocorre... aquando dos incendios desse ano!!! Tanta gente ali havia morrido quando pretendia fugir... A manhã passou-se assim, conhecendo pessoas e ouvindo histórias... De cada casa contavam quem morreu... Como tinham escapado.. E agradeciam  a vida a Deus e a nós por estarmos ali.... Senti a impotência perante a dor de uma mãe que perdeu a filha... Senti a minha fragilidade perante a recuperação lenta de quem recuperava a pele, o corpo e o espirito às queimaduras... Ouvi estórias de revolta, de quem desacredita das trapalhadas dos apoios...  Vi a dor no senhor com a idade do meu pai, que limpava as oliveiras dos ramos queimados... Com a tristeza de quem já não as voltaria a ver com azeitona... Ali sozinho sem

A despedida

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Hoje foi o dia da despedida, nunca pensámos que nos custasse tanto dizer adeus aquelas crianças. Foi pouco tempo mas foi intenso, demos tudo, o melhor de nós, mas elas conseguiram dar-nos muito mais, mesmo sem saberem... os sorrisos, as flores que carinhosamente colhiam para nos dar, os desenhos, os abraços, o brinca comigo...Tudo fica bem na memória e para sempre no nosso coração! Sem dúvida que estes dias com as irmãs e com as crianças mexeram connosco, é complicado contactar e conhecer de perto o resultado de famílias desequilibradas, crianças indefesas a precisar de se sentirem amadas. O que realmente nos consola é saber que estão muito bem entregues e que não lhes falta amor de todas as pessoas que trabalham na fundação, são sem dúvida excelentes educadores e funcionários.  A todos levamos no coração! Obrigada... No domingo ainda vamos a duas eucaristias dar a conhecer o VTS e Teresa de Saldanha. Até breve   Liane Pinho e António Sousa

O que é ser VTS

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Quando partimos nesta missão, sabíamos que o tempo seria curto para levar a cabo algum projeto em concreto e ver a obra nascer, por isso o espírito desde o início foi o de vir ver, ouvir e estar. Mas numa terra onde não conhecem o VTS também é tempo de dar a conhecer, falar um pouco daquilo que é ser VTS e do que vamos fazendo pelas nossas comunidades.  Ser voluntário de Teresa de Saldanha é um modo de estar na vida e não apenas um trabalho temporário, ser VTS é ser testemunha do amor misericordioso de Deus que tudo perdoa e a todos acolhe!  De braços abertos para a vida juntos fazendo o bem 

Ser VTS como casal

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Nos estamos muito bem, temos ajudado no que podemos mas também temos passeado e sempre com a boa companhia da Irmã Lúcia que é incansável em nos mostrar lugares lindos. Ontem fomos à igreja do Monte que é muito bonita e com uma vista encantadora. Mas não é só passear cá na casa temos ajudado a tomar conta dos meninos que são em geral bem comportados. Estão sempre a brincar connosco e neste curto espaço de tempo já aprendemos algumas brincadeira novas :-) A divulgação do VTS tem corrido muito bem claro com a boa comunicação e simpatia da Liane, mas por isso é que nos completamos  António Sousa

Chegada à Madeira

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A Liane e o António são um jovem casal, que fazem parte do VTS (Voluntariado Teresa de Saldanha), da comunidade de Aveiro. Aceitaram o desafio de nas suas férias viverem este tempo de voluntariado, com as Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena. Depois de um dia em cheio com as crianças onde tivemos a oportunidade de conhecer a quinta do furão e andar de teleférico, já estamos em casa,   vou tentar descrever o primeiro dia: O dia da partida finalmente chegou... existia um misto de emoções, enquanto que eu estava preocupada com a chegada à Madeira o António preocupava-se com a viagem de avião. Era ele a dizer-me que não tinha com que me preocupar pois estaria toda uma equipa por trás que nos daria o apoio necessário e eu a tranquiliza-lo em relação à viagem de avião. É caso para dizer que formamos o par perfeito!  Ambos estávamos certos, a viagem correu bem com uma aterragem suave e a recepção cá em casa foi 5 estrelas! Neste período de férias algumas crianças não