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A mostrar mensagens de fevereiro, 2020

. (1º Domingo da Quaresma)

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ENTRE TANTOS - 29.02.20

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O dia 29 de fevereiro sempre foi para mim um dia mágico. Quando era pequena, descobri que o pai de um amigo da minha turma fazia anos nesse dia e, tal era a confusão, que julgava que ele tinha todo o direito de andar a espalhar por aí que em vez dos seus 36 anos, tinha apenas 9 :p Para além disso, deveria celebrar o aniversário às 12h00 em ponto do dia 28, exatamente a meio caminho entre o dia 28 de fevereiro e 1 de março, como se fosse naquele momento que se abria o portal secreto para o dia 29. Cedo me apercebi que isto era realmente coisa de criança, mas tive outra fase, não muito depois para ser sincera, em que me lembro de querer muito que me calhasse ser eu a escrever a data no quadro nas aulas quando chegasse este dia, queria ter o privilégio de escrever esta data especial que só dali a 4 anos voltaria a ter a oportunidade de escrever. Queria tanto escrevê-la que me lembro perfeitamente que esse dia calhou à Beatriz Marinheiro e eu fiquei bem invejosa!  Fo

... (4ª feira de Cinzas)

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Nesta quaresma, alguém tem algo a comunicar-nos. E faz uso de sinais de pontuação, com as suas nuances e entoações, capazes de alterar todo o sentido de um discurso. Cabe-nos a nós interpretá-los! Vamos contar esta história juntos?

As Máscaras

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Máscaras que se põem, que se tiram... Estamos no Carnaval... E apetece-me escrever sobre isso... Ao colocar o título veio-me à cabeça " A máscara " do realizador, Charles Russell, de certeza que conhecem o filme.   Saiu em 1994, no século passado, mas recordo de o entender como uma caricaturização social, com a qual me identifiquei e me identifico ainda hoje. É um filme divertido com uma história banal, de um funcionãrio tímido que ao colocar-se atrás da máscara realiza inúmeras proezas, sem medos, arriscando a vida, ignorando a lei e todas as convenções e procura realizar-se nas 3 áreas: poder, dinheiro e amor! Rita Ribeiro de Castro  O mesmo efeito acontece com a multidão, e o contexto biblíco é muito rico nisso, aquilo que individualmente seria difícil fazer, escondidos na multidão é mais fácil "sair do armário" e este fenómeno social repete-se ao longo dos séculos em diferentes áreas geográficas, a agressividade enconde-se no tumulto das gentes. Por is

ENTRE TANTOS - Plantas de emergência

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Todos passamos na vida por momentos em que simplesmente gostaríamos de fugir a sete a pés para bem longe deles. Porque a vergonha é tamanha perante aquilo que fizemos, a tristeza é demais para o barco se aguentar a flutuar ou somos confrontados com provas gigantescas diante da nossa (aparente) pequenez. No outro dia, fiquei fascinada pela planta de emergência da Casa da Música (Porto). De facto, esse edifício é de uma imponência, irreverência e particularidade arquitetónica sem igual. Ali, na sua planta, revelava-se contudo com simplicidade, com tudo o que lhe era fundamental, deixando a nu a sua essência. Comecei desde logo a magicar que talvez o que nos faça falta seja estarmos completamente cientes da nossa própria planta de emergência para não fugirmos em desespero mas com a serenidade desejada para enfrentar as calamidades da vida sem vãos alarmismos. Identificar a nossa própria essência, o nosso conjunto de forças e fragilidades, de forças frágeis e fragilidades forte

Barcos

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Para quê querer inventar a roda, se já foi inventada?  Por isso neste blog o espaço, geralmente, é do outro, do jovem, do adolescente, que participa na atividade e precisa contar a sua história, apesar dos receios... Do poema lindíssimo, como hoje, que descreve "estórias" e pensamentos como eu gostava de saber escrever... E de texto em texto... esperamos que este seja um espaço vosso e do "Outro"!  Boa semana!  Ah e boa leitura! Que barco és tu?  Conheço barcos que ficam no porto  com medo  de que as correntes os arrastem violentamente. Conheço barcos que enferrujam no porto  para não arriscarem nunca uma vela ao largo. Conheço barcos que se esquecem de zarpar. Têm medo do mar por estarem a envelhecer. E as vagas nunca os separaram A sua viagem terminou antes de começar. Conheço barcos tão amarrados Que desaprenderam de se olhar. Conheço barcos que ficam a marulhar  para estarem realmente seguros de jamais se deixar. Conhe

A Paz

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O Sonho da Paz: Viver a Fraternidade numa Terra de Muros  Foi este o tema que no passado dia 13 janeiro de 2020 fomos desafiados a discutir e refletir, na companhia do Frei José Nunes, op; no Centro Universitário de Fé e Cultura (CUFC) com a organização do grupo Voluntariado Teresa de Saldanha (VTS) de Aveiro. De forma desafiadora e cativante, num espaço de 2 horas, reconstituiram-se e os sobre novos (mas velhos) ideais.  A reflexão começou com uma simples pergunta: o que é a Paz? Afinal, o que é a paz? Diariamente usamos esta palavra em diferentes contextos: “Deixa-me em Paz”; “Este sítio traz-me Paz”; “Tens que fazer as pazes com o teu amigo”… Ouvimo-la desde pequeninos, defendemo-la na escola, nos discursos políticos. Usamo-la como argumentos em conflitos. Mas, afinal o que é a Paz? Esta palavra tão pequena, mas com um poder tão grande? Papa Francisco, para o Dia Mundial da Paz 2020, escreveu: “A Paz é um bem precioso, objeto da nossa esperança. Por ela as

ENTRE TANTOS - Viver infinitas vezes, amar uma

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Ultimamente o tempo tem sido escasso para ver filmes. Ora acabo por me deitar e pensar “Eia, e ver um filme?” e passado dez minutos de ele estar a correr já adormeci, ora quando finalmente penso que tenho tempo aparece algo a meio para fazer… bem, a verdade é que me desenrasco. Filmes de mais ou menos 2 horas são vistos em 4 dias se for preciso, mas são vistos. E o último que vi foi justamente nessas condições e foi incrível. Porque a história me prendeu de tal maneira que eu não queria era que ela acabasse. Normalmente, vou direta aos filmes que quero ver: ou porque me aparece no feed do Facebook o trailer que me cativa, alguém me recomendou e/ou aparecem os atores que eu gosto. Desta vez, quando finalmente parei para ver um filme, não tinha nenhum título em mente. Meti-me a ver os filmes disponíveis na Netflix e fui surpreendida com este título “Viver duas vezes, amar uma”. Fez-me parar, voltar a ler e a pensar “Desta não estava à espera. Escolhido.” A história fala de um pr

De Urqueira a Dominicana

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Nasci em Urqueira a 20 de maio do ano de 1934. Filha de Manuel Braz da Silva, operário fabril e a mãe chamava-se Maria de Jesus Sapata. Eramos 9, mas a mais nova morreu muito novinha, crescemos 8.  Íamos sempre à missa, eu quando era muito pequena, gostava muito de dormir e como a mãe não podia ir durante a semana, mandava-me a mim, nem sempre me apetecia. Ao domingo toda a família ía à missa e à oração à tarde. Em família rezávamos sempre o terço à noite à lareira, muitas vezes enquanto a mãe preparava a ceia. Depois da escola aprendi costura e fiquei sempre a ajudar em casa até vir para o convento. Fiz parte da Ação Católica, havia lá um grupinho de jovens, ainda me lembro do uniforme azul.  Os Dominicanos estavam na Aldeia Nova e com os seminaristas iam muitas vezes à nossa paróquia. Houve um retiro em Fátima para os Jovens da Ação Católica e a minha mãe não me deixou ir, foi nessa altura que comecei a pensar entrar para o Convento. O Frei Luís Cerdeira,