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Será que a genética determina quem sou? - Parte I

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Será que está mesmo tudo nos genes? Texto sociológico elaborado por Beatriz Marques No decorrer da história da humanidade, foram muitas as (re)construções científicas que procuraram explicar diferentes dimensões da vida humana como a estratificação social e o livre arbítrio. Contudo, em inúmeras ocasiões este processo esteve longe de ser considerado unânime. No século VI a.C., a China apresentava uma cultura política extremamente avançada, marcada, no entanto por frequentes tumultos. Já Confúcio (551-479) promoveu a edificação de uma sociedade harmoniosa, justa e igualitária através da filosofia. Esse entendimento constituiu uma preocupação constante ao longo dos tempos, o que provocou inúmeros conflitos político-sociais, em que se destacam os movimentos humanistas por de trás das revoluções burguesas de Inglaterra (século XVII), França e América do Norte (século XVIII). Na teoria da evolução, publicada em “A origem das espécies” (1859) por Charles Robert Darwin (1809-1882), as condiçõ

Divagações Espirituais: O belo toque

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O tema é: Quem me tocou? Sobre o toque de Jesus ou a Jesus, nos Sinóticos. Escolhi 5 episódios. Este trecho é partilhado agora, pois será importante repensar o toquem  agora que não se pode tocar… ! 1.       Cura de um homem com lepra - ἤψατο (Mc 1,41; Lc 5,13; Mt 8, 3). 2.       A mulher com hemorragia - ἤψατο (Mc 5,27; Lc 8,44; Mt 9, 20). 3.         A mulher pecadora/arrependida - ἄπτεται (Lc, 7, 39) 4.       Ressurreição do filho de uma viúva - ἤψατο (Lc 7, 14 ) 5.       Curas de cegueira - ἤψατο (Mt 20,34; Mt 9, 29) ; ἄψηται ( Mc 8,22) 6.       Cura de um homem surdo-mudo - ἤψατο (Mc 7, 33) 7.       Prisão de Jesus - ἁψáμενος (Lc 22, 51)   (Lc, 7, 36-50) …O fariseu Simeão pensa consigo: “ Se este fosse profeta, bem saberia que a mulher que O toca ( ἄπτεται, [1] está tocando ) é pecadora” . É impura. Não disse para consigo: se este fosse Profeta saberia que a mulher que lhe beija os pés ou que chora aos pés d’Ele é pecadora. E, estava tão longe de se in

Missão: Entrega

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Durante o mês de Agosto a Ana Mercês foi partilhando a missão que fez, nestes tempos insólitos de pandemia, no Restelo, com as Irmãs idosas! Foi uma das dinamizadoras do último "Fazer Memória", (atividade que ocorreu quinzenalmente, neste período de Covid de Maio até setembro de 2020), este último foi a 27 de setembro. Ao dar o seu testemunho a Ana partilhou uma descoberta que mudou a sua vida!  "A missão que fiz no mês de agosto no Restelo começou com a entrega de alguns símbolos que representavam a missão. Primeiro foi-me entregue uma pulseira com a frase “ Com Teresa de Saldanha Fazer o Bem Sempre” que simboliza uma missão dominicana e que devo tentar fazer o bem sempre e onde seja possível. Depois foi-me entregue uma dezena que representa a oração que é sempre um pilar importante da missão. Entregaram-me também os 4 Evangelhos que contêm a palavra de Deus para que eu possa ler, escutar e pô-la em prática. Por fim entregaram-me uma cruz que simboliza a entrega de Deus

Eu participei...e agora?

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Fomos perguntar a algumas pessoas o porquê de ir a uma JMJ e quais são as suas expetativas para 2023! E foi isto que nos responderam:     " A primeira JMJ que participei foi em 2016, na Polónia. O porquê de ter ido foi simples: ia ser um momento, em que (apesar de distante) ia estar perto do Papa, do Papa Francisco que é alguém que eu admiro muito e por quem tenho um carinho especial. E também, porque ia estar com amigos e intensificar a amizade. As expectativas para 2023? Bem....ainda é um misto de ser o meu país a acolher, de querer receber bem e ao mesmo tempo de querer participar com tudo aquilo que eu sou." - Natália Faria      "Ir às Jornadas Mundiais da Juventude é imensamente especial porque nos vemos rodeados de jovens de todo o mundo, das mais diversas culturas, unidos autêntica e fraternalmente na fé em Jesus Cristo. Da força desse momento, brota a alegria, a esperança e a audácia necessárias para juntos nos comprometermos cada vez mais com a missão que por El

Nasci em Airó

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  Nasci em Airó, (“ anda numa perna só"),    Barcelos, em 1936, no dia 11, embora fosse r egistada a 13, de março. Fui a terceira de 11 irmãos. Aos 6 anos fui guardar o rebanho dos pais, para o irmão ir para a escola, pois só os rapazes eram obrigados a ir. Aos 9 fui servir para a casa de uns lavradores a 8 km. de casa. Estive 6 meses sem ver a família, o que me custou muito, depois comecei a ir vê-los, sempre a pé… Estevi lá 9 anos e ao fim fui para o Ramalhão, porque a minha Irmã já lá estava, era a Srª   Olívia, a  1º empregada das Irmãs do norte e  o irmão da Ir. Irene Figueiredo, o Sr. Manuel, que era de Gamil, que levavam para lá raparigas da terra, que queriam trabalhar. Estive 3 anos com a Ir. Cassilda enquanto empregada na padaria. Só as Irmãs era 113 (postulantes e noviças eram muitas) 20 homens, que trabalhavam na quinta, mais 18 empregadas e cerca de 700 alunas. As empregadas rezávamos o terço todos os dias, gostei do ambiente das Irmãs, de estar ali… Gostava das col

Nossa Senhora do Rosário (de Fátima)

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  Oração  Oh Maria, mar pacífico, Maria, doadora de Paz, Maria, terra frutífera! Tu, Maria, és a planta nova donde nos veio a flor fragrante do Verbo, Filho Unigénito de Deus. A Ti recorro, ó Maria e Te ofereço a minha prece… Ó Maria, templo da Santíssima Trindade! Oh Maria, portadora de fogo! Maria, despenseira de misericórdia, Maria recuperadora do género humano... Oh Maria, mar pacífico, Maria, doadora de paz… Tu, Maria, és a planta nova donde nos veio a flor fragrante do Verbo, Filho Unigénito de Deus, porque em ti, terra fecunda, foi semeado este Verbo.                                                                                                                           Santa Catarina de Sena

Quando a minha liberdade prende os outros...

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5 de Outubro de 1910 - A implantação da Republica em Portugal   Hoje alguém me perguntava porque apareço com hábito algumas vezes e outras à secular, que significa  vestida como o povo , confesso que respondi com o presente, com a liberdade que sinto em poder optar por aquilo que me facilita mais o apostolado! E na gratidão que sinto por ter essa liberdade, por "Cristo me ter liberdado para a Verdade/ liberdade".  Isto é verdade, mas ao entrar no carro para regressar a casa, sozinha na viagem, recordei as vezes que, ao contrário do jovem que me questionou hoje, já me acusaram de heresias por estar de calças, ou as conversas da treta que já tive, com quem apenas quer uma Igreja feita para sua segurança, em que a diversidade seja banida, em que gestos e palavras estejam completamente sincronizados até por uma lingua desconhecida, mas comum...  Ou situações opostas, em que Irmãs minhas foram hostilizadas por estarem de hábito, confesso que em Portugal as abordagens que vivi são