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2º Domingo: Egoísmo

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EVANGELHO Mc 9, 2-10 - «Este é o meu Filho muito amado» A Transfiguração de Jesus pode ser uma materialização da esperança... É o sinal da luz que ajudaria cada discípulo a atravessar o vale da morte, acreditando que "Ele reconstruíria o templo (que é o seu corpo) em" 3 dias"! Este domingo somos convidados a olhar este Deus, que nunca quis sacrifícios humanos, nem ofertas sangrentas ou dolorosa, ao contrário de alguns povos vizinhos de Israel, mas quer apenas corações puros!!!   Este Deus que se aproxima, que nos toca ao  encarnar e nos garante sermos muito amados! Mas por vezes atribuímos a Deus caraterísticas humanas, pintamos quadros negros Dele e fechamo-nos no nosso egoísmo! Somos chamados a recusar ciclos em que como o cachorro atrás do rabo, só vemos o nosso eu... E desconfiamos, de nós, das nossas capacidades, dos outros e de Deus!  Que em tempos tão dificeís sejamos capazes de acreditar no quanto somos amados! Sejamos capazes de acreditar, que Deus nos convida a

Deixar-me conduzir

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Sou a Ana Mercês, uma jovem de 23 anos que (se Deus quiser) acabo este ano o curso de enfermagem. Nasci numa família católica e sempre fui habituada a ir à missa aos domingos desde muito pequena. Íamos sempre em família e para mim era tão normal que nem pensava muito nisso. No ano em que fiz o crisma percebi que nunca tinha reparado o quanto Deus me ama e o quão importante é para mim ter Deus na minha vida. A minha relação com Deus foi sendo cada vez mais próxima. Nesse ano comecei a pedir a Deus que me ajudasse a perceber o que é que Ele queria da minha vida. Com o tempo, continuei a rezar e a fazer esse pedido, mas nem sempre era fácil perceber se era Deus quem me falava. Ao longo da minha vida já tive que tomar várias decisões e as mais importantes só consigo tomá-las depois de estar em oração. Lembro-me do dia em que decidi que queria estudar enfermagem. Eu tinha acabado o 11º ano e já me tinha inscrito no 12ºano de um curso profissional (bastava-me aguentar esse ano para ter

1º Domingo de Quaresma: Tentações

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Este texto do Evangelho de São Marcos (Mc 1,12-15), bem como as outras narrações similares são fantástico a elucidar a pedagogia divina! Tendemos na vida àquilo que o povo chama do "oito ao oitenta", isto é, temos dificuldade de admitir as diversas nuances da vida e isso nota-se no religioso, em diversas espirtualidades e até correntes teológicas ou enfatizamos a graça ou o pecado. E muitas vezes ouvimos a explicação do episódio do Batismo/Tentações em que se acentua este "rebaixamento" de Cristo, que sendo Deus quis ser batizado por um homem. Ouvimos que é o “Filho de Deus” o muito amado, o Rei do céu e da terra! Na verdade à muitos anos, alguém me chamou a atenção para a ligação entre o batismo e as tentações e o seu significado. Em Mc 1,12 lemos “ e logo o Espírito o impeliu para o deserto” . O deserto, a tentação vem só depois da declaração de amor de Deus, “ Este é o meu filho muito amado,” e na missão de Jesus percebemos que Ele trocou connosco , ficou na cruz

Divagações Espirituais: O toque que mais me “tocou”?

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Prisão de Jesus - ἁψáμενος (Lc 22, 51)  Pedro decide defender Jesus e com a espada, corta a orelha direita a um dos servos do sumo-sacerdote. O servo não pediu a cura e nem os outros pediram por ele. Era dos que foram impor as mãos para prender Jesus, para matar Jesus e Jesus estende a Mão para o curar. Eu imagino a cena e é um ato tão “espontâneo” para Deus. Jesus não olha para ele como um lobo que está ali para atacar mas, como uma ovelha ferida que precisa ser curada e, cura a orelha somente tocando nela . Em todos os toques este foi o que mais me “tocou”. Porque foi ao prender estas Mãos que curaram tantas pessoas! Tocaram na nossa podridão (lepra ou pecados) e cura até os inimigos. Se deixa para ser tocado nem que seja no manto, apertado ou empurrado, amarrado e flagelado e crucificado, O negamos porém volta e de nós Ele não quer desistir!                                                                               (ó admirável paradoxo!  Diz o inimigo ao Amigo:  As minhas mãos s

Recomeçar

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Desde que contactei com a Madre Teresa de Saldanha ou a Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena sempre me fascinou o início da Congregação e o re-início, a reconstrução depois da Implantação da Republica. Se 5 de outubro de 1910 signifcou perder todas as casas, ver as Irmãs voltarem às famílias, serem dispersas, mas foi também o início da missão “ad gentes”, na Congregação. Primeiro partiram para o Brasil e quase em simultâneo para a America! Aliás creio que os começos escondem sempre grande encanto e ousadia. Mas perder tudo e recomeçar do zero implica uma coragem de ferro e uma fé incomensurável.  Ontém ouvi uma critica a algumas figuras publicas por misturarem a língua inglesa com a nossa. Hoje ao recordar algumas cartas da Teresa de Saldanha, achei engraçado, ela por vezes, usa expressões em inglês, claro que o faz, quando as considera mais expressivas e tinha o domínio muito bom de ambas as línguas. Mas este episódio veio lembrar-me como a história é ciclíca! C

Longe mas perto

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A pressa sempre fez parte da nossa vida. Pressa de viver, de sentir, de crescer e de chegar onde queremos. Mais do que nunca, em tempos estranhos como estes, temos todos pressa que tudo isto acabe. Porém, o tempo não anda exatamente à velocidade que todos desejamos, nem é alterável. Mas, se o soubermos aproveitar da melhor forma possível, ainda que em alturas profundamente difíceis de o fazer, acredito que talvez sejamos todos um bocadinho mais felizes no futuro. Não dá para substituir aquilo que tínhamos ou que podíamos e gostávamos de fazer, sei que não. Mas, se há coisa que sei é que quando queremos e quando nos colocamos de coração e alma nas coisas, somos capazes de nos reinventar e de nos entreajudar de maneira incrível. Vou então partilhar duas coisas que me têm dado alento nesta segunda quarentena que se revelou bem mais difícil do que a primeira.  Se dantes fazia videochamadas apenas com aqueles que viviam longe e que só via de muito em muito tempo, hoje é algo fundamental, di

Duas fugitivas

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                                           Hoje está em Castro Daire e quem a vê de sorriso fácil e calmo não imagina a ousadia que realizou um dia na juventude. A história é contada a 2 vozes, pois foram companheiras de aventura. Passou-se em Soutosa,   freguesia de Peva, Moimenta da Beira, Distrito de Viseu e Diocese de Lamego. Chama-se Silvina Cardoso Botelho, Nasceu numa família numerosa, 10 irmãos, agora já só 9, pois um partiu nestes tempos conturbados. Regressa à juventude, entre a agitação de uma família numerosa, ela foi recusando os namoricos. Não conhecia freiras, nunca nenhuma lá tinha ido, o Sr. Padre evitava esses assuntos complicados, pois isso não era bem visto pelo povo, rapariga que fugia a esconder-se no convento tinha de ter grande defeito, fama que nenhuma família desejava. Mas em determinada altura começou a perceber em si um desejo de Deus, um gosto pela Igreja. Apareceram lá uns Missionários Combonianos, a pregarem na Quaresma. Começaram a vir todos os anos e